Livros Lidos

Em 2010

1. “Pare de se sabotar no trabalho”, Mark Goulston, psicologia, 251 páginas. Livro bom. Boas orientações sobre relacionamentos no trabalho e no grupo.

2. “Esperança para os descasados”, Gary Chapman, aconselhamento, 151 páginas. Bom e honesto, sem apelar para a espiritualidade “melosa”.

3. “O que é positivismo”, filosofia, João Ribeiro, 78 páginas. O positivismo é a corrente filosófica que moldou a cultura brasileira no século 19.

4. “New addictions (As novas dependências)”, Cesare Guerrescchi, psicologia, 200 páginas, Paulus. Um estudo bem feito sobre novos vícios como Internet, celular, compras, trabalho e sexo. Vale a pena ler.

5. “Pornificados”, Pamela Paul, pornografia, 272 páginas, Editora Cultrix. Um livro muito bom, analisando como a pornografia afeta as famílias e os relacionamentos sociais, além de degradar o sexo. Muito bom!

6. “Feridos em nome de Deus”, Marília de Camargo César, vida cristã, 155 páginas. Um livro triste, mas que deveria ser lido por todos os líderes cristãos. Como sempre, apontam-se falhas dos pastores.  Fica a imagem de que pastores são desatinados ou mafiosos espirituais. Mas há “ovelhas” muito cruéis, falsas e sagazes,  que machucam pastores,  passam por vítimas e se ocultam sob capa de espiritualidade. Alguém precisa escrever um livro sobre pastores feridos. Mas vale a pena ler.

7. “Espiritualidade subversiva”, Eugene Petersen, espiritualidade, 315 páginas, Editora Mundo Cristão. Bom, embora coletânea de assuntos. Mas com a qualidade Petersen.

8. “Meditatio”, Osmar Ludovico, espiritualidade, 201 páginas, Mundo Cristão. Uma coletânea de assuntos.

9. “Cristianismo criativo? Uma visão sobre o cristianismo e as artes”, Steve Turner, cristianismo, 173 páginas, W4 Editora. Um livraço. Muito bom!

10. “O ciclo da auto-sabotagem”, Stanley Rosner e Patrícia Hermes, psicologia,206 páginas. Editora BestSeller. Numa viagem que fizemos, Meacir leu na ida e eu, na volta, Muito bom. Útil para a própria vida e para aconselhamento pastoral.

11. “Pequenas criaturas”, Rubem Fonseca, contos, Companhia das Letras, 294 páginas. Esperava mais.

12. “E do meio prostituto só amores guardei ao meu charuto”, Rubem Fonseca, romance, Companhia das Letras, 112 páginas. Também esperava mais.

13. “The gospel of the cross”, Samuel Chadwick, cristianismo, Schmul Publishing House, 110 páginas. Estou escrevendo um livro intitulado “O drama do Calvário”. Este livro de Chadwick foi um jorro de inspiração!

14. “100 erros de português da atualidade”, língua portuguesa, Luiz Antonio Sacconi,  Editora Nossa, 144 páginas. É sempre bom melhorar o domínio da última flor do Lácio. Este livro é bom.

15. “Desejo de Deus – diálogo entre psicanálise e fé”, psicologia, Juan Guillermo Droguet, Editora Vozes, 147 páginas.
Na realidade, não é um diálogo. É uma avaliação da fé pela psicanálise, e de Deus por Freud.

16. “Velho muito cedo, sábio muito tarde”, psicologia, Gordon Livingston, Editora Sextante, 139 páginas. Meu caso é pior: estou ficando velho e continuo sem ficar sábio. Mas o livro é bom.

Em 2009

1. “Vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres”, Kriegel e Brandt, administração, 361 p. Avaliação: bem interessante.

2. “Um ateu garante: Deus existe”, Flew, filosofia, 191 p. Avaliação: bom para muito bom, embora um pouco difícil.

3. “Mensagens memoráveis”, Éber Vasconcelos, 159, sermões. Avaliação: bom. Ele foi o “Príncipe do púlpito batista brasileiro”.

4. “O homem e o dinheiro”, Jacques Ellul, ensaio ético. Avaliação: bom. É do erudito teólogo francês.

5. “A misteriosa chama da rainha Loana”, Umberto Eco, ficção. Avaliação: bom.

6. “O lado oculto da globalização”, Sine, ensaio sobre globalização e cristianismo. Avaliação: regular para bom.

7. “O pai-nosso”, J. Jeremias, crítica textual e teologia, 58 p. Avaliação: bom.

8. “A mensagem central do Novo Testamento”, J. Jeremias, teologia, 123 p. Avaliação: muito bom.

9. “O país dos PeTralhas”, Azevedo, ensaios políticos, 337 p. Avaliação: bom.

10. “Mais Jesus, menos religião”, Felton e Artenburn, devocional, 223 p. Avaliação: muito bom.

11. “Nietzsche, o profeta do nazismo: o culto do super-homem”. Taha, filosofia, 165 p. Avaliação: mediano.

12. “A epopéia de Gilgamesh”, autor desconhecido, arqueologia (?), 182 p. Excelente para estudiosos do mundo pré-bíblico.

13. “Em defesa da fé”, Strobel, apologética, 364 p. Avaliação: muito bom.

14. “Mal, o lado sombrio da realidade”, Sanford, teologia e metafísica, 195 p. Avaliação: muito bom, embora destoe da ortodoxia, em alguns pontos.

15. “O mal – um desafio à filosofia e à teologia”, Ricouer, metafísica, 53 p. Avaliação: fraco.

16. “Vita brevis – a carta de Floria Amélia para Aurélio Agostinho”, Gaarder, ensaio filosófico, 225 p. Crítica ao dualismo agostiniano sobre o material e o espiritual. Avaliação: excepcional.

17. “Pense biblicamente”, MacArthur (ed.), apologética, 541 p. Excelente para ajudar a formar uma cosmovisão bíblica. Avaliação: muito bom.

18. “Verdadeira espiritualidade”, Schaeffer, espiritualidade, 222 p. Avaliação: bom. Leia tudo de Francis Schaeffer, até lista de compras em supermercado.

19. “Terra caída”, Potyguara, Potyguara, ficção, 291 p. Um romance sobre o Acre. Avaliação: muito bom.

20. “Como viveremos?”, Schaeffer, apologética, 222 p. Avaliação: excelente! Indispensável como leitura aos cristãos pensantes.

21. “O bem e o problema do mal”, Stella, (?), 31 p. Avaliação: fraco.

22. “Deus quer o sofrimento?”, Zuchetto, espiritualidade, 63 p. Avaliação: bom.

23. “Paixão pela verdade – a coerência intelectual do evangelicalismo”, McGrath, teologia, 239. Um “livraço”, uma abalizada contestação ao liberalismo teológico e afirmação da ortodoxia. Avaliação: excelente.

24. “Jesus – o maior filósofo que já existiu”, Kreeft, filosofia, 150 p. Avaliação: bom, com alguns senões.

25. “O Jesus que eu nunca conheci”, Yancey, cristologia, 327 p. Avaliação: excelente.

26. “Death in the city”, Schaeffer, apologética, 108 p. Avaliação: excelente.

27. “Proibida a entrada de pessoas perfeitas”, Burke, teologia pastoral, 415 p. Avaliação: excelente.

28. “Em busca do alvo”, Neemias Lima, crônicas, 73 p. Avaliação: bom. Um livro espiritual de um homem espiritual.

29. “A essência da igreja”, Horrel, teologia da igreja, 165 p. Avaliação: excelente. Eu gostaria de tê-lo escrito!

30. “Ortodoxia”, Chesterton, apologética, 264 p. Avaliação: excelente!

31. “O jornalista, o escritor e o aviador”, Falcão, ficção, 366 p. Romance sobre Santos Dumont e Júlio Verne. Avaliação: excelente.

32. “A maldição do Cristo genérico”, Petersen, cristologia ou espiritualidade, 398 p. Avaliação: excelente.

33. “As novas passagens masculinas – descobrindo o mapa da vida dos homens atuais”, Sheey, psicologia, 298 p. Avaliação: muito bom.

34. “Como desenvolver uma vida poderosa de oração”, Frizzel, devocional, 143 p. avaliação: bom.

35. “Paris no século XX”, Júlio Verne, ficção, 223 p. Avaliação: razoável para bom.

36. “Histórias do centro velho”, Pinheiro, contos, 161 p. Contos que se passam na velha Sampa. Que saudades da querida S. Paulo, minha maior paixão geográfica! Avaliação: muito bom.

37. “Crônicas que edificam”, Fernando Veiga, crônicas, 156 p. Avaliação: bom, agradável mesmo!

38. “Cristo por Paulo”, Thomas Manson, cristologia, 125 p. Excelente! Aprendi muito. Deu vontade de aplaudir.

39. “O médico e o monstro”, Robert Stevenson, ficção, 125 p. Muito bom. Um romance com Rm 7.19-24 como fundo. Faltou Rm 7.25.

40. “Jesus, a verdadeira história”, Duquesne, cristologia, 309 p. O título é pretensioso, porque a verdadeira história está nos evangelhos. Mas o livro é bom. Acrescenta.

41. “Homens de verdade têm sentimentos”, Oliver, psicologia, 255 p. Um bom livro. Vale a pena lê-lo.

42. “Perspectivas paulinas”, Kaesemann, teologia, 185 p. Cansativo, mas erudito. Necessitei lê-lo, pois estou preparando estudos sobre a teologia paulina.

43. “Encontrar sentido na vida: propostas filosóficas”, Blank, 96 p. Muito bom até os dois últimos capítulos quando tenta ressuscitar a falecida teologia da libertação, e pior, mostrando-a como o sentido da vida. É um tal de “projeto visionário” de Jesus que cansa.

44. “A mensagem de S. Paulo para o homem de hoje”, C. H. Dodd, 183 p. Não gostei. Confuso. Pareceu-me que tenta reescrever Paulo, como Blank tentou reescrever Jesus.

45. “Paulo, sua vida e sua presença ontem, hoje e sempre”, Rega (ed.),410 p. Tenho dois capítulos neste livro. Reli-os bem como aos demais, num estudo que faço sobre Paulo. Os outros autores foram bem.

46. “Apologética cristã no século XXI”, McGrath, apologética, 364 p. O “intelectual de Oxford”mostra que é digno do título. Excelente livro. Atraente até o fim.

47. “Baudolino”, Umberto Eco, ficção, 600 p. Eco recria o mundo da igreja medieval , com este romance que se passa no ano 1204. Erudito e divertido. Bom livro.

48. “Por que você não quer mais ir à igreja?”, de Jacobsen e Coleman, 205 p. Ficção até agradável e para pensar, mas a tradução prejudica muito. Pastores não rezam nem celebram missas. O mundo não evangélico insiste em ignorar a rica e complexa cultura evangélica. E se expõe ao desgaste.

48. “A mensagem de Romanos 5-8”, Stott, 105 páginas. Estudo bíblico, na linha de Stott. Erudito e piedoso.

50. “House e a filosofia – todo mundo mente” – Coordenação de William Irwin. Um livro chato, em que um monte de gente tenta fazer do seriado House um tesouro de filosofia, e mais ainda, da filosofia oriental. Como se forçam situações! Comparar House com Sócrates, mestres Zen e mestres Dao é dose!

51. “Ânimo – o antídoto contra o tédio e a mediocridade” – Eugene Petersen, teologia devocional, 181 páginas. Um excelente estudo sobre a vida de Jeremias. Grande livro!

52. “Escrito nas estrelas” – Sidney Sheldon, ficção, 414 páginas. Bom entretenimento para tempo ocioso.

53. “Sem medo de viver” – Max Lucado, teologia devocional, 215 páginas. No estilo de Lucado, fácil de ler e piedoso.

54. “Alter ego” – Kathy Lette, ficção, 397 páginas. Se a autora queria provar que uma mulher pode dizer mais palavrões que um homem, conseguiu.

55. “Acorda, Alice! Mãe, o que você está fazendo com o seu filho?”, Regina Pundek, psicologia infantil, 155 páginas. Um bom livro. Os casais com filhos pequenos ou que os planejam devem ler este livro.

56. “O vendedor de sonhos”, Augusto Cury, autoajuda em ficção estilo pastelão, 295 p. Bom entretenimento.

57. “Viktor Frankl: a antropologia como terapia”, Ricardo Peter, psicoterapia, 120 p. Análise da principais idéias da logoterapia, escola psicanalítica fundada Por Frankl. Muito bom, se lido depois de “Em busca de sentido”, do próprio Frankl.

58. “Picos e vales”, Johnson, autoajuda, 126 páginas. É, eu li este livro.

59. “1989 – o ano que mudou a história. A verdadeira história da queda do muro de Berlim”. Meyer, história, 247 páginas. A esquerda autoiludida que gosta de pensar que a crise econômica de 2008 sepultou o capitalismo deve ler este livro, e parar de fazer de conta que o comunismo não morreu em 1989. Muito bom!

60. “Angústia”, Graciliano Ramos, ficção, 345 páginas. Já lera dele “S. Bernardo” e “Vidas Secas”, muito bons. Mas este é chatíssimo! Crise existencial é coisa para adolescentes etários e emocionais!

61. “Maravilhosa Bíblia”, Eugene Petersen, espiritualidade, 191 páginas. Petersen fala da única maneira proveitosa de ler a Bíblia: para si, para aprender e ser corrigido. Mais uma vez ele me ensinou, embora eu sempre dissesse isso.

62. “Cuidado com as tentações no ministério”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 109 páginas. Um bom livro, com boas recomendações de um pastor sério. Vale a pena ler.

63. “O pastor de que Deus precisa para o mundo atual”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 83 páginas. Mais um livro valioso do colega Jopencil. Excelente!

64. “Semelhante a Jesus”, Aloizio Penido, devocional, 93 páginas. Livro escrito por um homem de Deus. Destaque para o capítulo “Estamos em tempo de guerra”. Deus o use mais, Aloizio.

65. “Recordar para refletir”, Jonair Monteiro da Silva, crônicas pastorais. Jonair completou 50 anos de ministério. Não é para qualquer um. Crônicas leves (não banais), agradáveis e enriquecedoras. Deus o conserve, Jonair.

66. “Um assassinato, um mistério e um casamento”, Mark Twain, ficção, 104 páginas. Estava inédito e foi publicado 125 anos após a autoria. Bem inferior a “As aventuras de Huckleberry Finn” e “As aventuras de Tom Sawyer”. Twain mostra sua francofobia e ressentimento contra Júlio Verne.

67. “O fantasma”, Robert Harris, ficção, 319 p. A história de um “ghost-writer”, mostrando os bastidores do mundo político. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Macapá.

68. “O caminhos da Jesus e os atalhos da igreja”, Eugene Petersen, cristologia,  313 p. Excelente. O final dá vontade de aplaudir.

69. “Os caminhos de Jesus Cristo – cristologia em dimensões messiânicas”, Jurgen Molttmann, cristologia, 497 p. Um teólogo alemão prolixo, que usa cem palavras onde poderia usar dez, com muitas notas de rodapé para citações óbvias que são autênticas platitudes. Cansativo e pouquíssimo acrescentador. Chega a ser chato.

70. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.

71. “Jesus e Paulo – vidas paralelas”, teologia, Murphy-O’Connor, 152 p. Diz ele sobre a morte de Jesus: “Jesus estava no lugar errado na hora errada” e “Jesus teve sorte de ter perdido muito sangue na flagelação, pois suportou apenas três horas na cruz…”. Em que este teólogo católico crê? Pelo menos ocupou-me na viagem de Belém a Altamira.

72. “Pacto e Comunhão”, documento batista, 95 p. Organizado por Sócrates Oliveira de Souza. Li-o como preparo para falar em um congresso doutrinário. Bem elaborado e coerente.

73. “A coroa, a cruz e a espada – lei, ordem e corrupção no Brasil Colônia”, história do Brasil, Eduardo Bueno, 276 p. Muito bom! Muito bem escrito! Irei atrás dos outros volumes da coleção.

74. “Paradigmas – uma nova perspectiva para ler nossas verdades”, Hildomar Oliveira, vida cristã, 152 p. Bom livro. Erros de impressão não chegam a prejudicá-lo. Bem pensado e desafiador.

75. “Confissões de um pastor – Por que decidi tirar a máscara da perfeição”, Craig Groeschel, vida crista, 190 p. Um pastor abre o coração, fala de suas falhas, fraquezas e limitações. Numa época em que tanta gente critica os pastores ele fala francamente dos bodes que estão nas igrejas, disfarcados de ovelhas, e são peritos em esfolar pastor. Vale a pena ser lido!

76. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.

77. “Zero absoluto”, ficção, Chuck Logan, 494 paginas. Bom entretenimento. Mas não precisava ser tão extenso!

78. “O ritual da sombra”, Giacometti e Ravenne,  395 paginas. Historia confusa envolvendo a maçonaria que apoiou os judeus e os Aliados, contra a Thule, organização religiosa pagã demoniaca, que inspirou Hitler. Muita imaginação!

79. “Religião vida mansa”, James Innel Packer, 192 paginas. Analise do evangelho que mostra um Deus as nossas ordens, pronto para satisfazer nossos caprichos. Cansativo e um pouco chato.